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Sobre o que vejo…

Agora exonera essa farsa que vigorou outrora na minha cara. Também pudera! Essa farpa de cera que acende essa vela afora, só acalora o buraco que mora dentro do peito.

Dilacera essa âncora e escancara essa vara que impera aliciadora no meio da perna. Dispara essa espera agora, amadora senhora que declara seu tiro e reverbera cantora nessa voz que agoura e encara esse grande suspiro. Pantera que era, venera essa fera afora e separa teu choro pra outra hora.

Na próxima aurora, embora contrapopusera, teu mimo que sara a cada amanteigada sincera, impede essa rara e controversa demora, enganadora das tuas vestes e escultora dos teus transpiros. Ora, pecadora por ora e pagadora quando lhe retorna a penhora, prolifera a tara e sara quando aparece em outra seara.

Conspiro por vezes contra essa nobre pastora de gostos tão vis e patrocinadora de causas austeras. Dentro de toda megera mora e opera uma tutora traidora das próprias ulceras internas.

O mundo nunca foi tão dissimulado.

So, whatever.

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Sexos!

Nem sempre as almas são feitas uma para as outras. O desenho infiel das possibilidades depende exclusivamente da vontade que os pares desejam imprimir. Destacam-se precipuamente pela perfeição da matéria desprovida de certo orgulho e provida, ao extremo, de respeito e amor. Caso contrário, não dá certo. As buscas incessantes por amores possíveis é algo que não podemos nos desvencilhar, pois fomos criados possessivos e insatisfeitos. E seguindo essa natureza, às vezes cruel e dolorosa, nos dá a impressão perfeita dos nossos atos e segurança de nossas atitudes, até porque nos moldamos exatamente à forma que o cérebro/coração deseja.

Há tempos não me arrependo das coisas e das formas que as faço, deixando os vícios de lado, é claro. Não me procuro mais no meio das animosidades que circundam a vida a dois. Não detenho mais as minhas vontades e minhas atitudes condizem perfeitamente com o que não entendo. Tento – em vão – compreender muita coisa do universo feminino, mas procuro me adaptar a essas loucuras venusianas que sempre farão parte da minha vida. O não que quer dizer sim talvez seja o meu maior problema.

A vontade incessante de conter as lágrimas e o orgulho besta após as incontáveis e irreparáveis brigas jamais subestimaram as minhas melhores tolerâncias e inquietudes. Somos assim, um pau e um buraco, uma seta pra cima e um mais pra baixo, um azul e um cor-de-rosa estigmatizados, uma fragilidade e uma dominância sem ter nada a ver com o sexo. Seremos eternos pagadores de contas, abridores de carros, carregadores de colo, doadores de flores. Cortejaremos. Não marcharemos mais queimando cuecas ou calcinhas por isso. Não reclamaremos da sangria desatada mês a mês, do futebol do domingo à tarde, da tampa do vaso respingada e nem da TPM insípida e inodora que nos assola cruel e velozmente. Agüentaremos. Viveremos a vida com mais um, dois, três ou com uma cambada de gente doida, sem preconceitos.

A diferença precípua e consoladora de nossas atitudes se explica pelo fato mais simples e ingênuo da humanidade: de perto, perto mesmo, ninguém é normal.

Whatever one

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