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Olho

Foto da genial Fernanda Tralala

De uma pálpebra retinta de cores que mascaram o dia surgem coisas inimagináveis. O que os olhos podem ver ofuscam muitas vezes todas as verdades contidas no coração. Cílios, sobrancelhas e o resto dos pêlos que circundam os buracos da visão não passam despercebidos mediante aos olhos verdes, azuis ou de qualquer outra cor. Sem preconceitos, espelham sentimentos, estigmas, verdades e mentiras como nenhum outro órgão ou sentido denuncia. O arregalar não exprime só o susto ou a atenção, mas delata as corrosivas explosões internas que a alma sofre. Semi-cerrados não apenas manifestam o nosso lado nipônico, mas acusam de forma sutil a desaprovação por determinados assuntos que não conseguem nos ultrapassar a retina. Aos olhos normais, em estado de completa inércia, todos os fatos são apenas curiosidades, reflexões da vida, dos acontecimentos e situações que rodeiam aquilo que o destino nos prescreve. A cegueira, fato iminente a todos que vêem, é determinante no crescimento da mente, do espírito da gente e afeta sempre o lado amoroso em algum momento da vida. O não ver talvez seja um dos sentidos mais apurados do ser humano. Está tudo ali na sua cara, mas os olhos, teimosos e repugnantes, teimam em olhar apenas para o lado de fora do corpo. O cérebro pensa pensando na visão. Ao fundo, as enormes teias que se misturam ao branco do olho formam complexas transações que resultam em dúvidas e sonhos. O sonho é visto e o olho sempre denota o sentimento que se sente. O olho é o mar da tranqüilidade.

Whatever eye

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