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Palavras que não dizem "ni".

Quanto sonho e quanta fala nessa tarde livre de fantasia. Quanta graça e quanto mistério depois da esquina de cada rua. Também precisa a lágrima achar um chão da mesma forma que a distância sempre encontra a solidão. Sufoca a gente de carinho e namora o futuro na viagem sem volta. O quão possível de brincadeira nesse jogo que passa além da liberdade se esgota e lambe dentro da natureza ardente e tenra de um lençol branco. Essa é a saudade simples e sábia de um órgão que simplesmente não pensa.

Essa espera que arde cega e sedenta no jardim do peito. Quanta fala e quanto sonho nessa noite ocupada de alegria. E se faço feliz meu mundo e encho de estrela meu céu, chego ao fim do dia sem nada pra lamentar ou pra sofrer. Nenhuma arte e nenhuma sorte me comove mais que a coxa quente dessa bela e provocante idéia. O que me chega macio e que me soa como uma música numa manhã de sol é a parte mais clara e devota de um dia comum que chega e que eu torço pra nunca mais ir embora. E a língua trabalha mesmo assim, sem fala e nem palavra. Meu quase corpo, esgotado de pudor e inocência, olha para o outro lado da margem, sem nunca avistar o mar.

Eu olho pra frente sem nunca ver o agora. Essa é a minha encruzilhada: Um caminho de 4 rotas que eu perambulo e docemente volto ao mesmo lugar, sempre pela última vez. É o encantamento e a magia da inconstância.

Whatever crossroad

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Arquivado em Autobiografia