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Antes do fim do dia

O sonho da palavra plano, da textura hoje, do fevereiro pródigo. A casa do amor amigo, do intestino aflito, da namorada longe. O peito do colega ausente, sob a mira à frente de um terço só. Escreve a letra fria sob panos quentes e derrota os males que invadem tristes a cabeça oca. Impera nos dedos duros os sentimentos trêmulos que não seguram seu coração. Bate, volta, ruge e torna possível a mágoa dilacerada de anos longos e piadas prontas. Força o ritmo, esquece a missa e se torna o milagre da sua própria existência. Levanta os mortos, mata os vivos, chora os amigos e dá asas à sua falsa eternidade. Solfeja os sonhos, alimenta o ego e descobre a realidade picada num pedaço velho de papel sujo. Sua alma entrelaça o travesseiro fofo da cama dura e permanece vegetativo sob o lençol que cobre aquilo que você não quer ver. Seu corpo é morto pela sua própria cabeça, que não move mais suas pernas, seus braços e nem seu pau. Em meio ao fevereiro pródigo, de textura hoje, este é o plano pra palavra sonho.

Whatever dream.

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Figuras de linguagem

Fêmea dócil. Pacata ser humana. Calma, fácil. Tranquilo grito profano. Desde as abas que sobrepujam os andares mais acima até as fases que sobrecarregam os andares de baixo. Sangue. Esse berro desumano, incontrolável apetite de intranquilidade. Esse termo ensandecido, asonado de olhos tristes, vermelhos, olheiros de outro certame qualquer.

Mulher frágil. Agoniada ser humana. O que não se bota no feminino, a gramática perdoa quando humanidade se torna adjetivo. Nervosa, dificil mesmice sagrada. Onde acordam as abas dos andares de cima, se fecham os andares de baixo. Amor. Esse urro humano, sobretudo, controla o apetite da tranquilidade.

A espera cretina, a sincera mentira que tolera a pertinência tranquila. Frases que controlam o âmago e seguram o ego. Sentimento que inspira a mais pura ansiedade. Que administra em doses lentas a animosidade de um par.

Par ou ímpar?

Whatever game

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