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2009: o ano dos 30!

Meus amigos serão diferentes. Minha alma será diferente. Meus amores serão mais reais e menos platônicos. Meu dinheiro valerá mais. Minhas músicas serão mais emocionantes e meus filmes mais intensos. Meus sabores serão mais ardentes e minha malícia deixará de existir. Meu sussuros serão mais altos e minhas palavras mais calmas e centradas. Minha saudade será maior e meu choro será mais molhado. Minha liberdade será mais solta e minha prisão será, cada vez mais, possível. Meu prazer será mais um presente do que um vício e meu peito doerá mais e com mais força.

As manhãs terão mais significado e as noites serão mais longas. Meu êxtase será mais prolongado e meu tesão será fiel. As menores coisas perderão seus valores e o que realmente importa será mais valorizado. Os cheiros serão diferentes e as madrugadas acordado ao seu lado serão mais poéticas e eternas. Serei romântico até no ronco. Sentirei medo do tempo que passa e do tempo que passo longe de tudo. Serei eu, com 30 anos. Serei eu do mesmo jeito, mas com mais rugas, menos cabelo e com o futuro chegando cada vez mais perto.

Tenho a impressão de que fico mais bobo a cada dia que passa. Serei eu, aos 60, um velho babão?

Whatever age.

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Gostei da brincadeira das fotos…

Todos os direitos reservados!

O mundo ficou todo escuro. Virei um furo em meio à tela preta. Uma tarjeta da censura por todos os lados. Calado, não conseguia ver nada. Cada pedaço de breu ritmava a música da noite e sob o açoite da minha alma encarnei e voltei ao pó. Só, sobrei eu no meu mundo todo vazio. Um pretinho básico, clássico e sem maquiagem. Encontro-me na triagem de um futuro esperançoso, alegre e definitivo. Criativo e colorido, projeto imagens que se tornam cada vez mais claras e, por serem tão raras, tento ao máximo não esquecer e nem lembrar muito. Num circuito em que não me acho, a escuridão solitária revigora a alma e traduz a imaginação do meu estado de espírito. Desacredito toda forma de claridade e, sôfrega e impunemente, desacelero pensamentos que ecoam sob a égide total da ausência de cor. É um favor que faço à minha sombra, que enfim pode descansar e parar de ir de lá pra cá numa perseguição continua e desguarnecida. É a amiga das minhas maiores sensações e dá transparência a todos os meus sentidos, exceto a visão. É essa escuridão que me sensibiliza o tato, o olfato e o paladar, no sentido mais carnal que a palavra possa ter. Meter o pé pelas mãos num infinito onde só meio rosto pode aparecer.

Whatever blackout


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Paranóias

Há algum tempo eu peguei emprestado um livro do meu irmão chamado O ponto de desequilíbrio (Tipping Point) de um cara chamado Malcolm Gladwell, também autor de Blink.

Alguns livros já mudaram a minha vida, mas nenhum – com convicção – mudou tanto quanto esse. Não é nenhum livro de auto-ajuda, pelo amor de Deus. Na verdade é um livro que analisa, com base em dados, os incentivos que proporcionam o sucesso de uma política, de um produto e que pode, facilmente, ser adaptado a qualquer aspecto da vida de uma pessoa.

Pois é, acontece que eu comecei a “praticar” comigo mesmo, tentando gerar o ponto de desequilíbrio da minha vida e conseguir virar um puta cara bem sucedido em tudo o que eu quisesse.

E deu certo!!!

Hoje em dia me encontro completamente desequilibrado, mancando de uma perna, com um calombo no pulso, com a boca toda fudida, sem grana e precisando urgentemente de um Gardenal ou algo que o valha.

O livro realmente é muito bom, mas desaconselho a pessoas influenciáveis por esse tipo de coisa, como eu, por exemplo.

Da última vez que fiquei assim também foi por causa de um livro. Eu comprei um livro que “ensinava” a ler as linguagens corporais. Muito maluco o negócio. Você começa a prestar atenção nas reações das pessoas em qualquer lugar que você vá ou esteja. Fiquei por alguns meses assim, analisando friamente todas as pessoas e achando que eu conseguiria me tornar um mega vidente apenas com a observação.

Acontece que em um dos capítulos do citado livro, a vagabunda da autora dizia que, se você, ao cumprimentar uma pessoa, tocar levemente no cotovelo dela, a chance de haver uma boa impressão aumentava consideravelmente.

O que aconteceu? Este que vos escreve começou a tentar tocar o cotovelo de todo mundo que eu conhecia. E convenhamos que isso não é uma tarefa fácil, ainda mais quando você o faz premeditadamente. No final das contas eu até consegui algumas tocadas no cotovelo, mas tenho certeza de que funcionou exatamente ao contrário. Todas as pessoas devem ter me achado esquisito ou completamente maluco, o que, na verdade, é o que eu sou.

Escrevi toda essa baboseira porque tenho ouvido bastante gente falar e escrever sobre O Segredo. Estou morrendo de curiosidade, mas cheio de medo que algum mal me aconteça quando eu começar a mentalizar o que eu quero. Freud explica.

Whatever madness

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