O que é realmente onipresente?

O que são as mãos de Deus ou as mãos divinas? Quais são elas e quem elas suportam de maneira quase insuportável? Quais os caminhos que elas percorrem entre os céus e quais as andanças que permitimos que elas nos guiem?

A dependência do nosso arbítrio, religiosamente falando, compreende a aceitação destes termos divinos ou a simples existência nos dá a possibilidade deste bônus da vida?

Sinceramente não tenho resposta pra essas coisas, mas é engraçado como as coisas convergem de uma maneira que nos fazem questionar, sempre, os nossos próprios dogmas e entendimentos mais sólidos, por mais que eles pareçam cada vez mais concretos.

Tenho, de maneira bem simplista e solitária, questionado algumas coisas que o meu ceticismo nunca deixou. E, apesar de parecer, não acredito mais em Deus do que acreditava antes. Mas, indubitavelmente, algumas coisas me deixam mais perto disso.

E em mais um aspecto da minha vida esse sentimento vem não por causa de mim, mas por causa de pessoas próximas que precisam mais que eu, pelo menos no momento. Não quero parecer altruísta ou coisa parecida, mas a dor dos outros ainda traduz melhor a minha religiosidade do que os meus próprios problemas ou a minha necessidade de fervor.

O meu Deus não parece tão próximo quanto ao que eu desejo às outras pessoas. Me basta a proteção de quem eu quero bem ou a quem eu não suporto ver sofrer. Acho que por isso nunca fui religioso ou nunca tentei ser. Divino é uma palavra que talvez ninguém nunca consiga explicar, mas tenho certeza de que alguns sentimentos traduzem muito mais essa crença do que a própria devoção a algo que o homem criou.

So, whatever.

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3 Comentários

Arquivado em Ceticismo, Paz

3 Respostas para “O que é realmente onipresente?

  1. Pimenta

    Pataca ama!E pra mim, religião é o palavreado que algum esperto fez em volta do poderoso amor, e dos atos magnânimos que ele gera.
    bjo

  2. gatth3

    Pô, carinha… Me sinto exatamente como você: incrédula, mas nem tanto. Principalmente, na hora de agradecer o impossível. Milagres balançam nosso ceticismo. A verdade é que não adianta querer explicar o que não tem explicação. Abra o coração e feche as portas da razão. Simples assim.
    Tu é muito querido.
    Beijoca.

  3. Anana

    Se Deus é amor, então a onipresença se traduz neste sentimento. Religiões à parte, todos somos feitos desta matéria que sente, vive e pulsa.

    Anana tá com saudades do Pataca!

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