Substantivos

Desafiando a sorte,
Em saída de qualquer parte,
Em que predomina o porte,
No que denomina a arte.
Que desfigura a vida,
Que desmascara a fala,
Em ponto que não tem vírgula,
Em frase que a boca cala.
No grito que não tem gesto,
No símbolo que não significa,
Em cada crise de fato,
Que abala, que cria conflito.
O meio que surge mascara,
Esconde na fria metade,
Desespero em choro criança,
Pecado em cabeça de frade.
Toca dentro do peito,
Insurge e treme corpo,
Aquilo que não se explica,
Aquilo que finge desgosto.
Sai de forma rara,
E, triste, toca pra frente,
Sabe que a vida segue,
O nasce que vira poente.
Noite que nasce de dia,
Céu que confunde verão,
De nuvem que não me basta,
De tempo que não me dão.

Whatever rhymes

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Arquivado em Autobiografia, Introspecção

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