Pataca Fora de si

Sentado, pelado, ouvindo música e escutando poesia.

Vendo o escuro de forma diferente, sentindo o coração cheio e a cabeça vazia. Visto bota e calço chinelo, sinto o chão no pé. Deito na cama, leio o que escrevi e entendo o que não foi escrito. Imerso, diverso, converso com a fala que ninguém entende, não compreende, sequer aprende e nunca quis aprender. Meus poros suam a idéia de amanhã e terei amnésia de todo o meu pensamento. Acordarei puro, criança, com birra e com pouco cabelo. Quieto, incerto, tossindo a tosse de velho senhor. Arde-me o olho, encolho a cabeça pra dentro do pescoço. Não sou mais moço e esboço a calma de velho senil. Enlouqueço minhas idéias e me perturbo com a falta de eloqüência. Sem seqüência, acabo perdido em meio a cenas em que sou super-herói. Minha cabeça constrói o meu corpo e minha vida que tantas vezes vivi, senti e muitas vezes morri. Não há desespero. Não há pressa. O que interessa é o fim da história. Muitas vezes recrio com absoluta exatidão as nuances de minhas atitudes. Perfeitas. Refeitas milhares de vezes para tal. Meu cérebro é um oito feito incontinenti por uma caneta Bic. As cores mudam. Misturam-se. Formam cores e estados emocionais que não estão na literatura. É pura. Pura e simplesmente loucura.

Whatever nuts

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1 comentário

Arquivado em Autobiografia, Introspecção

Uma resposta para “Pataca Fora de si

  1. the

    Sempre intenso, Pataca…. 🙂

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