Arquivo da tag: poesia
Puro sangue
O sangue escorre pelos dedos e escarra na máquina o deleite vermelho e viscoso que veste um pedaço da mesa. Também assume a posição de líquido maior deixando a palavra suja e escura a cada apertar de tecla. Denigre a … Continue lendo
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Sem sentido.
Estou cego a todas as músicas e não ouço mais o olhar da musa. A dúvida cobriu minha cara e descerebrou meus olhos. Me imaginou distante e me trouxe de volta no segundo seguinte, sem sequer me dar o prazer … Continue lendo
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2009: o ano dos 30!
Meus amigos serão diferentes. Minha alma será diferente. Meus amores serão mais reais e menos platônicos. Meu dinheiro valerá mais. Minhas músicas serão mais emocionantes e meus filmes mais intensos. Meus sabores serão mais ardentes e minha malícia deixará de … Continue lendo
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Só mais um texto esquizofrênico…
Espelho de vida em metades iguais, Uma lá outra cá. Cada imagem designa um ser, Antagônicos por si só. Enquanto um ri o outro chora, Quando um chama o outro vai embora. Só há uma linha tênue de meio termo, … Continue lendo
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Sem tempo…
Cidade sem mar, mas com montanhas de neve de isopor despedaçado sob o néon amanhecido ruído de motor. A palavra amor no outdoor escrita em vermelho, dinheiro molhado de suor no bolso esquerdo trabalho, carne de baralho, fonte do desejo … Continue lendo
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Substantivos
Desafiando a sorte, Em saída de qualquer parte, Em que predomina o porte, No que denomina a arte. Que desfigura a vida, Que desmascara a fala, Em ponto que não tem vírgula, Em frase que a boca cala. No grito … Continue lendo
Arquivado em Autobiografia, Introspecção
Amor fim!
Coisa que acaba. Troço que tem fim. Sujeito. Que não dura, que se extingue. Míngua. Negócio finito, que finda. Festa que termina. Coisa que passa, se apaga, fina. Pessoa. Troço que definha. Que será cinza e que o chão devora. … Continue lendo
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Pataca Fora de si
Sentado, pelado, ouvindo música e escutando poesia. Vendo o escuro de forma diferente, sentindo o coração cheio e a cabeça vazia. Visto bota e calço chinelo, sinto o chão no pé. Deito na cama, leio o que escrevi e entendo … Continue lendo
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