Arquivo da categoria: Infamidades
Teor
O sumo da fruta próxima, da palavra grossa, da pessoa frouxa. O extrato borda, a letra acorda, o mar centelha numa dança amorfa. As paredes entram, o ar incensa, o espesso afina. Os lares brotam, os filhos parem, as portas … Continue lendo
Arquivado em impressões, Infamidades, Introspecção
Falando com “eu”
A cama torta, o lençol teso, o travesseiro preso. O olhar vago, o teto preto, o som calado. O sonho longe, o sono perto, o olho fechado. Dormiu? Não. Whatever zzz…
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O circo da pulga
Pula pulga, pula. Salta e batevoltaquica essa coceira da pata esquerda. Entre nos ralos pêlos da perna e sofregamente me sugue o sangue. Se lhe mato a fome a troco de algumas apupadas no local, você está perdoada. Desculpe tentar … Continue lendo
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Um conto infantil pra adultos
Essa é a mulher gigante. De pernas longas e corpo desproporcional. Uma pessoa mutante, com bócio nas pernas e tamanho descomunal. Sua cabeça minúscula pensa nas coisas pequenas, que ela alcança com seus dedões em riste. Mas do alto de … Continue lendo
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Uma dose de verdade
Minha soberba abasta a base da minha cabeça. Sussura solfejos a altura da lua e destrói em solavancos a grande beleza da melancolia. Seu choro contido e próspero se faz próprio de sua tristeza protetora de si mesmo. Esse escudo … Continue lendo
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Estranho texto
Quando eu era menina as coisas eram mais fáceis. Eram mais singelas, como as bonecas que passeavam pelos corredores da casa dos meus pais. Eram mais simples, como os cachorros que latiam pra mim enquanto eu dançava as danças mais … Continue lendo
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Fora da minha, cara!
Nessa ou naquela hora, ora, por que a cara da gente nunca vai embora? De vez em quando eu me canso dessa história de dormir e acordar com a mesma cara. Amassada de manhã e desgastada à noite. Ora, quando … Continue lendo
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Minha massa cinzenta é concreto!
A armadilha implacável de uma lição infalível num ritmo alucinante deixou o meu destino, iminente, estagnado e ecoando na minha cachola. De todas as idéias infindáveis que me escorrem cérebro adentro, a mais importante é a última que fica. Toda … Continue lendo
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Shakespeare, a novela das 8 e uma porção de barbaridades!
Alguém pode me dizer uma coisa mais chata que os dilemas presentes na dramaturgia? Odeio dilemas. Eu sei que uma boa peça de teatro, novela (eca!), livros e outras formas de manifestação artística devem suscitar grandes problemas, até para que … Continue lendo
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Realidade
Minha realidade sórdida, redimida e exorcizada me mantém mais sereno que nunca. Meus acasos, minhas agruras, meu temperamento quieto e por vezes impassível me determina uma verdade muito mais engraçada que poderia supor. Minha angústia, superada por muito pelo amargo … Continue lendo
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